Morreu nesta sexta-feira (13), o advogado, empresário, professor e ex-deputado federal por quatro mandatos, Luís Vianna Neto. Advogado formado pela Universidade Federal da Bahia em 1955 e Doutor em Direito pela Universidade de Paris em 1957, Luiz Viana Neto foi professor na instituição onde se formou. Empresário da construção civil e das comunicações, filiou-se à ARENA e foi eleito deputado federal em 1966, contudo pouco exerceu o mandato por ter assumido a Secretaria de Assuntos Municipais e Serviços Urbanos quando seu pai governava a Bahia (1967-1971). Luiz Viana Neto também já foi Diretor do Banco do Estado da Bahia no primeiro governo Antônio Carlos Magalhães foi eleito deputado federal em 1974 e foi escolhido vice-governador do estado quando Magalhães retornou ao Palácio de Ondina por indicação do presidente Ernesto Geisel em 1978.
Filho de Luis Vianna é filho de Luís Viana Filho, que governou a Bahia (1967-1971), era casado com Solange e teve 4 filhos, Luiz Viana Junior, Luiz Henrique, Gigi, e Mônica. Não há informações sobre o sepultamento.
O presidente da Tribuna da Bahia, Walter Pinheiro enalteceu o ex-deputado, relembrando a sua atuação empresarial, política e comunitária.”Personalidade com grande participação na sociedade, o Dr. Luis Neto marcou presença nos meios políticos, empresariais e comunitários. Durante quase 20 anos foi sócio e diretor da FM e Tv Aratu, sempre admirado por todos os que dele se aproximavam, face a lhaneza no trato e o equilíbrio nas atitudes. Soube manter viva a imagem honrada do seu pai, o senador Luiz Viana. Nossas condolências à Sra. Solange Viana e familiares”.
O vereador, jurista e professor Edvaldo Brito relembrou sua longeva relação com o ex-professor da Faculdade de Direito. “Ele foi meu professor há exatos 60 anos na Faculdade de Direito, onde ele era catedrático. Nós o homenageamos. Tanto que ele era o único professor vivo, estamos fazendo 60 anos de formados e ele seria homenageado. Mas nossas vidas são transversas, porque fiz parte do governo do pai dele e nessa condição fui colega de secretariado dele. Recentemente, antes da pandemia, um grupo se reunia para almoçar: Mário Kertész, Joaci Góes, Roberto Santos e eu estava nesse grupo. E depois da pandemia não o vi mais. Fui professor de um filho dele. Transmito à família o melhor do meu sentido de solidariedade”, comentou.
Fonte: Tribuna da Bahia





