Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão. Peço licença poética a Fafá de Belém para descrever os tons de vermelho que vi cobrindo Santo Amaro da Purificação na última terça-feira, 14, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula veio à Bahia para assinar uma Medida Provisória (MP) que determina a retomada do programa social Minha Casa, Minha Vida. Além disso, dois conjuntos habitacionais que correspondem a 684 apartamentos foram entregues no município.

O mar vermelho, que era composto de centenas de pessoas, foi surgindo da aglutinação de cada camisa de movimento social que sustenta o atual governo. Nem a distância do longínquo conjunto de casas populares, nem o forte calor, impediram o povo de ver Lula discursar.
Esta foi a primeira entrega de obras do terceiro governo Lula. Uma honra que foi reservada ao município de Santo Amaro e, não à toa; uma vez que o Recôncavo da Bahia pulsa política.
Há quem diga que o único responsável por este fenômeno é o próprio Lula: figura que representa o sentimento de resistência, melhora de qualidade de vida, respeito aos mais pobres, dentre outros, segundo seus próprios eleitores. Eu, por outro lado, acredito que este sentimento transcende a ideologia.
No ano passado, por exemplo, quando o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro visitou as cidades de Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus houve um assombro: incontáveis motos, de todos os preços e tamanhos, compuseram uma infindável motociata que travou as principais vias dos municípios. Percebeu-se aí o engajamento político da região, que mais tarde, curiosamente, deu mais de 70% dos votos a Lula.
Reconhecimento e estratégia
Fico feliz ao ver que um território que resistiu tanto na história brasileira recebe tamanho reconhecimento. Afinal, reconhecimento também é poder. E com o poder passamos de sujeitos pacientes a sujeitos agentes do nosso Brasil.
Por Leonardo Gonçalves







