Endêmico da região amazônica, casos de febre do oropouche cresceram em todo país em 2024. Segundo o Ministério da Saúde, em boletim publicado 15 de maio, 5.102 casos da febre foram confirmados desde o início do ano.
Além do aumento nos números que quintuplicou em relação a 2023, quando foram registrados 832 casos, a doença também chama atenção pelas semelhanças com outras arboviroses, a exemplo da dengue.
Com o objetivo de trazer informações sobre a febre do oropouche, o Bahia Recôncavo preparou esta matéria com o que apontam sites e órgãos sobre o que é, os sintomas, o diagnóstico e prevenção da doença, assim como as diferenças desta em relação à dengue.
O que é a febre do oropouche
A febre do oropouche (FO) é uma doença viral causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) e transmitida através da picada do Culicoides paraensis, conhecido como maruim (ou meruim). Porém, outros mosquitos também podem transmitir a doença.
A proliferação do mosquito está relacionada como áreas de mato e floresta, água parada e locais com resto de frutas, folhas e lixo acumulado.
A doença é muito comum durante os períodos de chuvas no verão, onde ocorre maior acúmulo de água.
Os sintomas e as diferenças em relação à dengue
Assim como a dengue e a chikungunya, a oropouche também é uma arbovirose e apresenta sintomas similares a estas doenças. São eles: dores de cabeça, musculares e nas articulações, bem como náusea e diarreia. De acordo com o site G1, também são sintomas semelhantes ao oropouche e à dengue: dor atrás dos olhos, falta de apetite e manchas vermelhas no corpo.
Contudo, existem diferenças entre as duas arboviroses.
A primeira das diferenças está relacionada ao mosquito transmissor. Enquanto a dengue é transmitida através da picada da fêmea do Aedes aefypti, o oropouche é transmitida através da picada do Culiocoides paraensis e de outros mosquitos.
Segundo o G1, outra grande diferença é que no caso da febre os sintomas duram geralmente de dois a sete dias e não costumam deixar sequelas, além de não evoluir para quadros graves e não existirem óbitos relacionados a esta arbovirose.
Do contrário, no caso da dengue, há possibilidade de evoluir para casos graves e hemorrágicos (a dengue hemorrágica) e há registros de mortes. Em 2024 já foram registradas três mil mortes por causa da dengue, sendo o maior número desde o início da série histórica em 2000, conforme matéria publicada no site G1 na última sexta-feira (24).
O diagnóstico e a prevenção
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico da febre do oropouche é clínico, epidemiológico e laboratorial, sendo que não há tratamento específico para a doença, devendo os pacientes permanecerem em repouso com “tratamento sintomático e acompanhamento médico”.
Dentre as recomendações de prevenção a febre estão: usar roupas que cubram a maior parte do corpo; aplicar repelente em áreas da pele que estejam expostas; manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros do mosquito; etc.
Por Camila Souza Silva





