Uma professora particular identificada pelo nome de Célia Regina Silva, de 65 anos, foi agredida pela família de um dos seus alunos, no bairro Resgate, em Salvador, no último dia 18 de março. O caso aconteceu após supostamente a educadora repreender o aluno, que não fez as lições de casa, durante as aulas de reforço. A denúncia foi realizada pela filha da vítima.
De acordo com a filha de Célia Regina, o aluno, que tem 7 anos, foi matriculado no reforço escolar no ano passado. Na época, o menino possuía bom comportamento, mas, com o passar do tempo, ele foi desenvolvendo atitudes agressivas.
“Ele dizia que minha mãe não era mãe dele para obrigar ele a fazer o dever e que a mãe dele já tinha dito que era para fazer o que ele quisesse. Minha mãe sempre pontuava para a mãe dele sobre a dificuldade para explicar a ele, porque ele não queria aprender”, contou a filha da idosa
Agressão
No dia 11 de março deste ano, a professora cobrou a criança a lição de casa e ele questionou se “ela já ia começar com a chatice dela”, reforçando que “já tinha dito que ela não era mãe dele”, em seguida deu um tapa no rosto da profissional de educação.
Indignada, Célia Regina Silva ligou para a mãe do estudante, relatou o caso e pediu para que a mulher fosse à casa dela para ter uma conversa, que não aconteceu. A mãe se recusou a discutir o assunto.
Uma semana depois, em 18 de março, o garoto voltou para o reforço. Durante a aula, ele tentou gravar com um celular Célia Regina, que se sentiu desconfortável e voltou a chamar a mãe do aluno.
Minutos depois, mãe, tia e padrasto do menino foram ao local e agrediram a professora com chutes, socos e puxões de cabelo.


“A mãe chegou com a tia do menino e o padrasto. Ele tirou a minha mãe de dentro de casa pelos cabelos, não considerando que tinham três crianças no reforço. Os meninos pedindo para que ele não fizesse nada com minha mãe, porque ela não tinha feito nada na criança. Pelo contrário, ele que tinha batido nela”, explicou a filha da vítima.
Célia Regina precisou de atendimento médico. O caso foi registrado na polícia e segue em investigação.





