A facção criminosa Bonde do Maluco (BDM) comprou aproximadamente 300 armas, entre revólveres, pistolas e carabinas para as regiões de Cruz das Almas e Ilha de Itaparica, em 2024, de acordo com a polícia. O grupo criminoso desembolsou cerca de R$ 3 milhões para trazer o arsenal furtado de uma loja do Distrito Federal para a Bahia. As informações foram publicadas pelo jornal Correio, de Salvador, nesta segunda-feira, 7.
Ainda de acordo com a polícia – O BDM, que sofre com o distanciamento do seu principal fornecedor de armas, a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC)-, escolheu levar os armamentos para Cruz das Almas e a Ilha de Itaparica para conter o avanço do grupo rival Comando Vermelho (CV).
De acordo com o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) do Distrito Federal, Tiago Carvalho, as armas compradas pelo BDM foram enviadas em três vezes, entre março e agosto de 2024, sendo que duas das remessas foram entregues em Cruz das Almas e na Ilha de Itaparica.
“Encontramos, pelo menos, três viagens realizadas daqui para a Bahia, para levar carregamentos para o BDM. Isso foi o que conseguimos identificar nas investigações […]. Foram pela estrada, em comboios. Um carro seguia na frente, no papel de um batedor, para evitar surpresas, apreensões das mercadorias de milhões”, detalha o delegado.
Chegada das remessas
Ainda conforme apuração do jornal Correio, há pelo menos certeza de que a primeira remessa chegou em abril de 2024, dias depois dos traficantes do CV terem declarado guerra contra o BDM na Ilha de Itaparica.
Já a última, o terceiro envio, foi interceptado pela polícia, em 29 de agosto de 2024, quando foram presas duas pessoas na Operação Illusion, que investiga o esquema de comércio irregular de armamentos, nas regiões de Recanto das Emas, no Distrito Federal, e em Sapeaçu, no Recôncavo da Bahia.
Posicionamento
O Correio entrou em contato com o Ministério Público da Bahia (MPBA) e com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) para saber se há conhecimento sobre o envio de armas e qual seria o posicionamento. No entanto, o jornal não obteve resposta.





