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Feirantes denunciam problemas estruturais e cobram reforma no mercado da Coplan

Comerciantes apontam riscos na estrutura e ausência de respostas do poder público

Fernanda Amordivino

Barracas enferrujadas, estrutura comprometida e sensação de abandono. Essa é a realidade enfrentada por feirantes do mercado da Coplan, em Cruz das Almas. Trabalhadores que atuam no local cobram melhorias na estrutura, além de mais segurança para exercer suas atividades.

“Se der um vento forte e acontecer algo grave, pode machucar pais e mães de família. Já cedeu uma parte uma parte do mercado, só não caiu ainda porque foi escorada”, alerta o feirante popularmente conhecido como Guará do Povo.

Estrutura do mercado da Coplan apresenta desnível em um dos lados, o que levanta preocupação entre comerciantes – Fotos: Fernanda Amordivino

De acordo com ele, a situação já é de conhecimento das autoridades, mas segue sem solução. “Já vieram tirar foto, já vieram olhar, mas até agora nada foi resolvido. Está todo mundo vendo como o mercado está. Conseguem ter dinheiro para festa, mas o básico aqui não tem”, critica. 

Além das condições físicas, a falta de segurança também é apontada como um dos principais desafios. Segundo Emerson dos Santos, atos de vandalismo têm contribuído para a deterioração do espaço. “As barracas estão assim porque tem gente que destrói. Nós precisamos de um guarda municipal aqui para fiscalizar”, afirma.

O mercado não possui medidas de proteção, o que facilita o acesso quando o espaço não está em funcionamento

Segundo relatos dos feirantes, a aparência do local também afasta clientes e prejudica o comércio. As condições estruturais causam estranhamento e impactam diretamente nas vendas.

Com a proximidade do São João, a preocupação aumenta. Emerson ressalta que a estrutura atual não é adequada para atender à demanda do período, considerado um dos mais importantes para a renda. Entre as principais reivindicações estão a instalação de novas barracas para garantir melhores condições de trabalho e atendimento.

“Precisamos de barracas mais fortes e padronizadas. Por que como é que a gente vai atender o povo de fora com uma barraca dessas? Que estrutura a gente tem para oferecer, se nós mesmos não temos?”, questiona.

Barracas sem base adequada evidenciam falhas na estrutura disponível aos feirantes

Nesse sentido, Silvia da Conceição, outra feirante que atua no mercado da Coplan, afirma que a falta de melhorias afeta também o sustento de quem depende da feira. “É daqui que tiro meu pão de cada dia. A gente paga nosso espaço no box, mas precisa de condições melhores para trabalhar”, diz.

A trabalhadora também relembra que já houve promessas de intervenção no local, mas que ainda não foram concretizadas. “No tempo de campanha, o atual prefeito falou sobre a reforma. Eu sei que as coisas não são de uma hora pra outra, mas também tem que olhar pela gente”, afirma Silvia.

Estrutura do mercado apresenta ferrugem e corrosão, demonstrando a necessidade de reparos

A insatisfação com a falta de melhorias é recorrente entre os trabalhadores. Os feirantes também relatam dificuldades de diálogo com o poder público e afirmam que, apesar das tentativas de contato com a prefeitura, os encontros não se concretizam, o que contribui para a sensação de abandono.

Por fim, a Secretaria de Serviços Públicos, responsável pela manutenção de mercados do município, foi procurada e informou que o tema deve ser tratado pela Secretaria de Comunicação ou pela Secretaria de Obras e Infraestrutura.

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