
A vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB) afirmou que as recentes operações policiais e investigações envolvendo contratos da Prefeitura de Salvador evidenciam um suposto modelo de gestão marcado pelo patrimonialismo nas administrações dos ex-prefeito ACM Neto e do atual prefeito Bruno Reis. As declarações foram feitas em meio à repercussão de investigações conduzidas por órgãos de controle.
Segundo a parlamentar, a Operação Dia Zero, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), reforça a necessidade de apuração sobre possíveis irregularidades na administração municipal. A investigação apura um suposto esquema que teria atuado por cerca de dez anos na Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e na Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), com prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos.
Aladilce também afirmou que já havia solicitado esclarecimentos à Secretaria Municipal de Manutenção sobre contratos firmados com empresas responsáveis por serviços de manutenção urbana, que, segundo ela, somam R$ 293 milhões. A vereadora disse que o pedido, encaminhado também à Secretaria Municipal da Fazenda, ainda não foi respondido.
Em seu pronunciamento, a parlamentar ainda mencionou outras investigações envolvendo a Prefeitura de Salvador, como as operações Overclean, Dia Zero e Sponsor, além de citar casos apurados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e pela Justiça Eleitoral. As investigações mencionadas possuem diferentes estágios de tramitação, incluindo processos em andamento, arquivamentos e casos sem condenação definitiva. Até o momento, os citados têm negado irregularidades ou apresentado suas defesas nos respectivos processos.





