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Major David Lanzilotti acredita que apenas a perícia pode revelar a verdadesobre a morte de Paulo Fiúza

O comandante da 27ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), major David Lanzilotti, concedeu entrevista ao repórter Ueviton Santana, nesta quinta-feira (4), durante o Programa Microfone Aberto, da Rádio Santa Cruz FM, sobre a morte de Paulo Fiúza, assassinado na última terça-feira (2) à noite, no bairro da Coplan, durante uma abordagem policial. Ele, inclusive, falou sobre a acusação feita por José Fiúza, pai da vítima, que apontou o polical “Robério”, autor do disparo, como um “assassino de farda”.

“Estamos tristes com o episódio”, disse o comandante. “Estou solidário com a familia. Foi um desastre”, lamentou. “É injusto falar mal da vítima ou do policial”, acrescentou Lanzilotti.

“Precisamos ajudar na apuração. Não podemos prejulgar o rapaz da moto [Paulo Fiúza] e nem do policial Robério”, reclamou o comandante, que critica as especulações repercutidas nas redes sociais. Ele acredita nos inquéritos que foram instalados. “Não vamos descobrir de uma hora para outra. Caso chegue fatos novos, é válido. Qualquer denúncia, fato, seja fotografado ou relatado, é ótimo”, disse.

“Caso seja comprovado que o policial tem culpa, ele será punido”, garante Lanzilotti. “Precisamos juntar todas as peças para chegar à verdade”, pede o comandante. “Estamos agora envolvidos pela emoção. Precisamos ter a frieza necessária”, ensina.

Lanzilotti negou que o crime ocorreu durante um blitz. “Foi uma ronda normal. Detectamos um pessoa com uma roda só na moto”, esclareceu. “No ato da abordagem, com arma em punho, o condutor resistiu à abordagem”, declarou. “Houve um desequilíbrio [do motociclistas] e não sei dizer, se voluntariamente ou não, e a moto foi em direção ao policial e, em virtude disso houve um disparo”.

O major garantiu que o policial Robério tem marcas de atropelo cometido pela vítima. “Há marcas na viatura”, afirmou. “Não digo que seja a verdade, mas é a versão colhida”.

“O soldado Robério deu socorro [à vítima] imediatamente”, falou. “Eu compreendo as declarações da família, mas não tinha 50 policiais na frente da UPA”, contestou. “Assim que ele soube da morte do rapaz, ele se apresentou ao comando”.

“Até que se prove o contrário, não foi um tiro a queima-roupa e nem pelas costas, como alguns especulam”, informou, lembrando que a perícia será feita.

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